domingo, 28 de novembro de 2010

Um Barzinho e um violão ...

Não é de hoje que a música está presente no sangue, na raiz do mineiro, seja nas artes plásticas, cênicas, na culinária, em fim; por onde quer que olhemos enxergamos Minas como uma grandiosa exposição de arte. 

A música talvez seja uma das formas mais expressivas de manifestar sentimentos, contar o que vemos com nossos olhos e o que enxergamos com o coração. E muitas vezes externamos isso em letras compostas de maneira tão simples mas que enchem alma de uma maneira inexplicável. 

Ninguém melhor pra ilustrar manisfestações de sentimentos, do que o boêmio que ronda as noites da cidade, em busca de amor, extravasando tudo a que tem direito, movido apenas por ideologias e devaneios. Tendo como único e fiel companheiro muitas das vezes o velho e bom violão, que acompanhado por melodias e tocado por mãos frenéticas e serenas, frias ou sonhadoras, embalam a noite de quem procura no fim do dia um momento de paz, sozinho ou com os amigos em um happy hour pra lá de energizante. 

Um barzinho e um violão 

Em Minas não temos praia e sol o ano inteiro, durante o dia aventuramos em trilhas, cachoeiras, mas nossas noites são singulares. Um bom mineiro não dispensa um bom tira-gosto, uma rodinha de amigos, uma prosa arrumada, qualquer coisa é motivo pra dar aquela esticadinha. Tudo isso já é “ Bom demais da conta “ , mas pra completar nada melhor do que uma boa trilha sonora. E são eles, os cantores da noite, que fazem de todo esse conjunto um momento pra lá de especial. 

Muitos desses artistas, fazem desse don sua meneira de ganhar a vida, outros fazem por hobbie, mas seja lá como for é movido apenas por paixão pela música. 

Grandes astros que hoje são ou foram ídolos de uma geração e que até hoje encantam nossos corações começaram suas carreiras dessa forma fazendo da noite seu palco. 


Foi na noite mineira que Milton conheceu os irmãos Borges, Marilton, Lô e Márcio que fizeram dos encontros na esquina das Ruas Divinópolis com Paraisópolis surgir os acordes e letras de canções como Cravo e Canela, Alunar, Para Lennon e McCartney, Trem azul, Nada será como antes, Estrelas, São Vicente e Cais; nascia ali o que seria o maior movimento musical mineiro o clube da esquina. 

Foi também sobre a luz do luar que o cantor e compositor mineiro Vander Lee deu o ponta pé inicial para ganhar o mundo em uma carreira promissora e de sucesso, hoje tem seu estilo próprio, e suas canções variam desde o romântico, passando pelo samba até a balada e rock mineiro. Em suas letras, fala de acontecimentos da vida cotidiana, e sempre com um lado romântico, fala de amor. Já gravou com grandes nomes da MPB, como Zeca Baleiro, Elza Soares, Emilinha Borba, Leila Pinheiro e Nando Reis. Recentemente compôs a música "Estrela" que foi gravada pela cantora Maria Bethânia.Teve a canção "Onde Deus possa me ouvir" gravada por uma das maiores cantoras do Brasil, Gal Costa, e até trilha de novela do horário nobre Vander Lee já engatou.
A Grande diva da musica mineira e sem sombra de dúvida umas das grandes revelações da musica brasileira Ana Carolina começou profissionalmente aos 18 anos nos barzinhos da cidade com o repertório de Jobim, Chico, Ary Barroso e outros clássicos. Em entrevista, Ana diz que sua experiência em bares foi, para ela, uma escola, além de cantar sucessos do rádio, já cantava outras canções. Foi quando Ana Carolina conhecera Luciana David e Keley Lopes, duas estudantes de Comunicação, que gostaram do que ouviram e se tornaram suas empresárias. Então, começaram a surgir convites de mais bares nas cidade vizinhas e, acompanhada sempre pelo amigo e percurssionista Knorr, rodou alguns quilômetros da Zona da Mata mineira. Hoje Ana Carolina dispensa qualquer tipo de apresentação. 

Ainda podemos citar outros grandes nomes da música mineira que começaram suas carreiras no estilo um barzinho e um violão e que ganharam o mundo com sua música seu talento, entre eles Wilson Sideral, Flávio Venturini, Beto Guedes, Clara Nunes, Paulinho Pedra Azul, Emmerson Nogueira, Myllena, ... são muitos os que fizeram da noite sua escola. 

O Repertório 

O Repertório dessa moçada é super eclético, afinal de contas é preciso atingir a grande façanha de agradar a gregos e troianos. Da MPB não pode faltar Tom Jobim, Chico Buarque, Tim Maia, Gilberto Gil, Zé Ramalho, Simone, Elis; pra galera Rock’n Roll é indispensável Rauzito, Legião, Cazuza e o Barão Vermelho, RPM, Ira, etc. 
Mas não basta ser cover, para cair no gosto desse público exigente é preciso dar às canções já conhecidas nas grandes vozes, uma cara nova um jeito original mas sem jamais esquecer do bom senso. 

E eles levam a vida assim... 

Sandro Benedita (Conselheiro Lafaiete - MG ) 


"O prazer em cantar na noite está na viagem, o lugar, as pessoas...enfim: O publico !!! Conhecer lugares e pessoas...poder levar a minha música pra que as pessoas possam ouvir  e que o meu som,meu show...façam parte daquele momento,uma noite, ou talvez a vida toda! " ( Sandro Benedita )
Aos 31 anos de idade o roqueiro Sandro Benedita, carrega o gosto pela música e paixão pelo rock na veia, aos 13 anos de idade já perturbava a vizinhança, dando seus primeiros passos na bateria, sonhava ter uma banda, algum tempo depois estava lá mostrando talento na batera da banda Dona Benedita, com a saída do vocalista Sandro assumiu o posto, e deixou a batera de lado e se rendeu aos acordes do violão, fã de Jon Bon Jovi, Bruce Springsteen, John Rzeznik, Bono Vox, Jeff Scott Soto, Myles Kennedy e Wilson Sideral, Sandro não esconde ser um roqueiro do bons. Além de estar sobre o comando da Banda Dona Benedita, Sandro também leva em paralelo o projeto de voz e violão, com um repertório bem eclético, passando pela MPB e muito Rock’n Roll , garante que em seu repertório jamais pode faltar Anything Goes (AC/DC), Fall To Pieces (Velvet Revolver) e Iff All Fall (Jeff Scott Soto). O cantor acredita que viver de musica hoje no Brasil seria um privilégio muitas bandas,muitos músicos,artistas completos que as vezes não tenham o reconhecimento que mereçam. Para ele o prazer em cantar na noite está na viagem, o lugar, as pessoas...enfim: “O publico !!! Conhecer lugares e pessoas...poder levar a minha música pra que as pessoas possam ouvir e que o meu som,meu show...façam parte daquele momento,uma noite, ou talvez a vida toda!” 



Adriana Menezes (Belo Horizonte / Manaus)

 "Pra mim... A música... É vida! " (Adriana Menezes) 
Adriana Menezes (28 anos) é uma mineirinha pra lá de talentosa, atualmente vive em Manaus no Amazonas, seu estilo musical vai do MPB ao Rock, com muito estilo. Ainda moleca aos 8 anos já sabia que seu negócio era a música , aos 14 criou coragem de enfrentar a platéia e já dava show na igreja , festas no bairro, etc. o tempo foi passando o que antes era brincadeira tomou proporções de gente grande. Movida pela paixão pela música Adriana chegou a cantar de graça na noite. Em de 2005 interrompeu a carreira, pela vida pessoal. No final do ano de 2006 retomou e voltou com gás total e participou de muitos eventos importantes. De influências variadas passando pelo Pop Rock, MPB e Sambas antigos, Adriana é fã do Grupo Maná e garante que jamais pode faltar alguma do grupo mexicano em seu set-list. Formada em finanças a Adriana não vive de música, leva a paixão como hobbie e consegue conciliar com a profissão. 

Hoje, Adriana vive em Manaus e já começou a mostrar todo seu talento ao povo manauara e está trabalhando em um projeto de tocar em Trio. 


Gil Freitas (Conselheiro Lafaiete - MG ) 

" A sensação de levar a emoção ao publico! isso é algo que não se pode explicar, você manda uma carga de energia e essa energia se multiplica e volta até você, por alguns instantes todos somos um na mesma emoção! " (Gil Freitas)

O cantor e composito Gil Freitas, começou seu interesse pela música logo cedo , aos 13 anos, quando começou a aprender os primeiro acordes no violão, aos 15, compôs sua primeira canção, Intuição, na adolescência, começou a trilhar sua carreira com pequenas apresentações que lhe confirmaram que sua vida estava na sua paixão pela música, conciliando a música com outros trabalhos, Gil tinha como seu grande companheiro o vilão, amigo esse que mais tarde seria seu principal meio de vida. 

O tempo consolidou sua carreira, e com um talento indiscutível, hoje Gil Freitas vive da sua música. Para o cantor, o contato com o público é algo fundamental para o artista, funciona como um termômetro, o ajuda também a definir seu estilo, é um amadurecimento e tanto. Suas influências musicais são muitas, começando do rock progressivo de Yes, Pink Floyd, Jethro Tull... Passando pelo jazz e bossa nova como: Tom Jobim, Vinicius de Morais, Louis Armstrong Miles Davis, Dave Matthews Band, e pela MPB de Zé Ramalho Milton Nascimento e clube da Esquina, Oswaldo Montenegro. Também ouço bandas pop nacionais como: Legião urbana, Barão vermelho e Cazuza, nenhum de nós, Capital Inicial, e outros. 

Iniciativas que valorizam... 


Por todo estado, sempre existem iniciativas que divulgam e apóiam o trabalho dessa galera, dentre elas se destaca o “Festibar“ , que acontece entre os meses de Maio e Agosto desde 2006 e já faz parte do calendário da cidade de Belo Horizonte. O festival tem como objetivo mostrar a criatividade destes artistas anônimos premiando a melhor Música de Bar de Minas Gerais e os palcos alternativos com o melhor Bar Cultural da Capital, além de homenagear a cada ano um artista mineiro de renome que também teve em sua trajetória apresentações em bares por todo o estado. 

Quer conhecer uma pouco mais sobre esse projeto? Visite  www.festibar.com.br 

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Scarcéus e Marcelo Bonfá juntos em BH


Dá pra imaginar uma coisa dessas? Duas gerações de rock nacional no Hard Rock Café em uma noite que promete ser inesquecível.
Quando digo em duas gerações do rock nacional, falo em rock'n roll  de verdade! 

   Scarcéus é a mais nova promessa da música mineira, um som extremamente singular, mas que não perde as características do verdadeiro rock.
  A banda que recentemente gravou seu mais novo vídeo clipe da música "Seu", vêm agora apresentar a galera de BH esse belíssimo trabalho, mas as novidades não param por aí, também está na reta final pra o lançamento do mais novo CD, que promete sem sombra de dúvidas surpreender os fãs que já aguardam ansiosamente. Só por aí já valeria o final de semana, não é verdade?


  Mas imagine essa noite com um toque de Marcelo Bonfá; é isso mesmo galera o ex-baterista da Legião Urbana, vem a BH pra mostrar MOBILE, seu mais novo trabalho solo, Mobile que já tem mais de 50.000 downloads vendidos, sucede e confirma a coerência do CD/DVD anterior, Bonfá + Videotracks (Giz/Emi), de 2004 ‐‐ um trabalho audiovisual cultuado principalmente entre seus “seguidores” na internet. ,depois da estréia com O Barco Além do Sol (2000), que atingiu marca superior a 30 mil cópias vendidas pela gravadora Trama. O músico norteia todas as etapas de produção de sua obra, da concepção à fase final de criação do projeto gráfico tocando sintetizadores virtuais, baixo e bateria, ele passeia do rock progressivo ao punk rock, passando pela musica eletrônica, atingindo a veia do pop rock.

Você não vai ficar de fora dessa vai?

Esse grande encontro acontecerá no próximo final de semana dia 19 (sexta-feira) no bar Hard Rock Café - Torre Alta Vila, e os ingressos estão a venda na Reggae Nation, rua Fernandes Tourinho nº19 - Savassi, maiores informacões: (031) 3011-9511.

domingo, 14 de novembro de 2010

Festival 53HC Music Fest - Grandes nomes do cenário musical Independente nacional em BH

Festival 53HC Music Fest vai trazer para Belo Horizonte nomes de destaque na cena musical independente do Brasil entre os dias 11 e 14 de novembro.

Como de costume nos eventos organizados pela 53HC, uma das principais produtoras de Belo Horizonte, os estilos são variados. Vai do choro ao rock mais pesado, passando pelo ska, folk e até funk carioca.

Mais de 100 artistas já participaram das oito edições do 53HC Music Fest. Fresno, Matanza, Móveis Coloniais de Acaju, Mundo Livre S/A, Strike e ainda os veteranos do Ratos de Porão são alguns dos nomes. E ainda teve gente de fora do país, como o Motorama [Argentina], o The Long Tall Texans [Inglaterra] e Zigmat [EUA].

O 53HC que, como o nome já diz, começou com foco no hard core cresceu e hoje abre espaço para uma grande variedade de ritmos e estilos. E o público de BH vem acompanhando de perto essa mudança, e prestigiando não só o 53HC Music Fest, como também as Flaming Nights, festas realizadas por diversas vezes do ano pela mesma produtora do festival. De acordo com Bart Ramos, idealizador do 53HC Music Fest, a expectativa de público é de cerca de quatro mil pessoas durante as quatro noites do Festival, que integra, pelo segundo ano consecutivo, o programa Conexão Vivo.

Esse ano serão quatro dias de shows, sendo dois gratuitos, entre eles a abertura da festa. O 53HC Music Fest começa no dia 11 de novembro, 21h, no Café do Sol (AV. do Contorno, 3301), com o grupo Thiago Delegado Trio, dedicado à música instrumental e ao violão de sete cordas. 

Na sexta-feira e no sábado, dias 12 e 13 de novembro, é a vez do Music Hall (Av. do Contorno, 3239), receber o festival. No dia 12, às 20h, The Junkie Dogs e The Folsoms representam Minas Gerais, na noite que vai ter também o stoner-rock dos goianos do Black Drawing Chalks, o rock com influências de jazz e samba dos cariocas do Canastra e o inusitado projeto Peixoto & Maxado, uma big band paulistana que misutra ska, reggae e rocksteady. O fechamento fica por conta dos Raimundos (foto), hoje comandados pelo guitarrista Digão que devem mostrar clássicos como Esporrei na manivela, Puteiro em João Pessoa eMulher de fases. 

No dia 13, também às 20h, o festival conta com uma atração internacional. Direto de Nova York, a banda The Slackers vai mostrar sua mistura de ska e reggae. Além dos americanos, o Music Hall vai ver as bandas de BH Skacilds e Fusile, dois dos destaques da cena local. Do Rio Grande do Sul, a Comunidade Ninjitsu apresenta sua inusitada mistura de rock e funk carioca. O peso fica por conta do Garage Fuzz, verdadeiros heróis do hardcore nacional. O Vanguart chega com seu rock folk e a função de fechar a noite é dos paranaenses do Copacabana Club, que caminha a passos largos para ser uma das grandes bandas do rock nacional.

No dia 14, domingo, o 53HC Music Fest volta ao Café do Sol para o encerramento do evento, em mais um dia gratuito. Às 16h, a dupla Gustavo Maguá & Marcos Frederico apresentam uma mistura de samba e choro.

Os ingressos para os dois dias no Music Hall já estão à venda e custam a partir de R$ 15. Ainda existe a possiblidade de um passaporte para os dois dias, a partir de R$ 30. 

53HC MUSIC FEST

11 de novembro
Thiago Delegado Trio, às 21h, no Café do Sol. Av. do Contorno, 3301. Entrada franca.

12 de novembro
Raimundos, Black Drawing Chalks, Peixoto & Maxado, Canastra, The Folsoms, Júnior Black e The Junkie Dogs, às 20h, no Music Hall. Av. do Contorno, 3239. Ingressos: 1º lote: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia); 2º lote: R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia); 3º lote: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia). Passaporte para os dias 12 e 13: R$ 30 reais (Disponíveis apenas na 53HC).

13 de novembro
Copacabana Club, Vanguart, Garage Fuzz, Comunidade Ninjitsu, Slackers, Fusile e Skacilds, às 20h, no Music Hall. Av. do Contorno, 3239. Ingressos: 1º lote: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia); 2º lote: R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia); 3º lote: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia). Passaporte para o 12 e 13: R$ 30 reais (Disponíveis apenas na 53HC).

14 de novembro
Gustavo Maguá & Marcos Frederico, às 16h, no Café do Sol. Av. do Contorno, 3301. Entrada franca.


PONTOS DE VENDA: 
53HC (Rua Rio de Janeiro 630, Loja 53, Centro. Tel: 3271-7237) e Pietá Tattoo ( Rua Paraíba, 1441, Savassi. Tel: 3281-4441).